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Verdade inventada Eu costumava acreditar nas pessoas. Houve uma época em que acreditar nelas, no que diziam, no que pareciam ser, sentir e querer era fácil. Muito mais fácil do que duvidar. Duvidar dava trabalho. Era como uma criança que se ilude com toda e qualquer história que um adulto ou até mesmo outra criança conte a ela. Às vezes alguns porquês surgiam, mas logo já eram substituídos pela fé na sinceridade das respostas. Hoje os porquês são muitos. E acreditar passou a ser um desafio. Aquela criança inocente e crente em tudo foi embora. Completamente. No entanto, parte dela deveria ter permanecido. Tantas mentiras, tantas promessas não cumpridas, tanto fingimento fizeram com que ela, aos poucos, morresse. É preciso resgatá-la. A fé nos homens, nos amigos, na família, enfim, nas pessoas precisa voltar a existir. Queria retornar àquela época em que suspeitas não passavam pela minha cabeça, em que eu me doava sem medo de estar sendo enganada, em que não era obrigada a ser o que não sou: dura e extremamente racional. Para isso, preciso de pessoas verdadeiras, que digam exatamente o querem, que sejam exatamente o que são, que mudem de idéia, de atitude de sentimentos, quando necessário, mas não mudem a sinceridade de suas palavras. Escrito por Aninha às 10h34 [] [envie esta mensagem] [link] Incertezas O BBB9, menos comentado e visto que as 8 edições anteriores, é a famosa disputa de quem acredita que 1 milhão de reais pode gerar a realização de sonhos e a felicidade. Muita gente quer. Muita gente luta. A disputa é acirrada. Por isso ali não há amigos, apenas competidores que almejam o título de milionários. E, apesar de muitos negarem, estão dispostos a muita coisa pra alcançar esse objetivo. Alcançar a felicidade é realmente uma luta. Mas uma luta conosco, uma luta interna, às vezes solitária. Não é o milhão, a fama ou o que recebemos -seja lá o que for - do outro que a traz. Somos nós...apenas nós. Vivo brigando comigo mesma. Uma luta que não acaba nunca. Um dia quero, no outro não tenho tanta certeza. Um dia faço, no outro me arrependo. Então, em outra oportunidade não faço, e o arrependimento é ainda maior. Algumas vezes penso que vou me arrepender, mas me surpreendo. Em um dia não gosto de peixe e detesto o lugar onde vou comê-lo. No outro o peixe parece saboroso e o local agradável. Em um certo momento não quero sair de casa, mas o desejo muda e não volto pra ela tão cedo. Se cultivo um sentimento por alguém, ele pode mudar a qualquer momento ou durar pra sempre... De repente algo novo pode surgir e então tudo muda. Tenho poucas certezas. A de que 1 milhão não vai me ajudar nessa luta é uma delas. E, a mais importante, é de que, nessa luta, não há perdedores. Só temos o direito de vencer. Vencer os medos, vencer as incertezas, vencer as dúvidas. Como? Continuando a experimentar e a descobrir tudo o que for possível... até o fim!!!!!
Escrito por Aninha às 20h09 [] [envie esta mensagem] [link] Reaprendendo... Estava revendo meu perfil no orkut hoje - coisa que não faço com tanta frequência - e me deparei com o tópico"com os relacionamentos anteriores aprendi". Tinha já me esquecido do que havia colocado lá: um trecho de Clarice Lispector. "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Muito bonito, não é? Como tudo que Clarice disse ou escreveu. Mas difícil... Sim...eujá me rendi. Sim...eu já mergulhei. E não...não procurei entender. Meus relacionamentos anteriores, cada um na sua maneira, foram intensos. Especialmente porque fiz exatamente o que Clarice aconselha. E não me arrependi. A questão agora é: eu me renderia novamente? Mergulharia da mesma forma? Se os relacionamentos anteriores tivessem deixado apenas essa lição, com certeza eu repetiria tudo da mesma forma. Porém, as lições foram muitas. Algumas muito difíceis. Outras muito boas. Algumas complicadas... Ao invés de fazer o que diz a música do Capital Inicial, "parei de pensar e comecei a sentir", descobri como fazer o contrário: parei de sentir e comecei a pensar. E penso muito. E avalio muito. E calculo cada passo, cada reação, cada atitude. E o saldo final desse cálculo não tem sido positivo. Quero mudar essa conta. Quero me render, quero mergulhar, quero viver a emoção, o sentimento, a paixão sem procurar entendendimentos. Quero, verdadeiramente, me apaixonar... Quero reaprender a amar... Quem vai me ensinar?
*** Isso me faz lembrar do filme Alguém tem que ceder. Nesse caso, já sabemos quem...
Escrito por Aninha às 18h43 [] [envie esta mensagem] [link]
"Quando a gente fica em frente ao mar a gente se sente melhor" Nando Reis, A letra A
Não sou uma pessoa mística. Tenhos minhas crenças - católicas, como já contei num outro post, mas misticismo me falta. No entanto, quando se trata da natureza - especialmente da praia, do mar - sinto "o universo conspirando a meu favor". Eu diria que ali, as vibrações são sempre positivas e grandes energias me fazem voltar renovada cada vez que tenho a chance de estar nesse lugar. Há alguma magia entre mim e o mar. Algo que não sei explicar. Sou capaz de ficar parada horas e horas diante dele só admirando sua beleza e grandiosidade. Sou capaz de ficar horas dentro dele me divertindo e relaxando nas suas águas. É por isso que não me canso de ir à praia. E o camping acaba sendo a melhor alternativa para voltar sempre. Afinal, é muuuuuuuuuito barato. E divertido! E o melhor: as praias nesses casos são divinas. Perfeitas. Maravilhosas. Nada de Praia Grande, Ubatuba. Não! Muvuca! Quero tranquilidade, quero paz quando vou para a praia. E conhecer pessoas diferentes. Pessoas que estão buscando a mesma coisa. Quero fugir de Itajubá. Não encontrá-la quase inteira ao caminhar do quiosque para o mar... 2008 foi um ano carregado. Não sei qual a relação disso e se existe, mas no ano em que me faltaram viagens à praia muitos problemas aconteceram. Foi um ano de grande estresse. Sentia falta do mar. Precisava ir pro mar. Faltaram feriados! Já 2009 começou maravilhosamente bem. Pouso da Cajaíba foi nosso refúgio. Não tão menos muvucado como esperávamos, mas com uma beleza indescritível e imensurável. Lavei a alma, lavei o corpo e deixei pra trás as tristezas e os desabores de 2008. O mar levou. Renovada, adquiri forças para encarar um 2009 cheio de desafios: novo emprego e muitas outras novidades pela frente. Sim, muita coisa estará diferente no final deste ano. E voltarei aqui para confirmar!!!!!!! Um mega bjo a todos e um 2009 tão perfeito qto foi meu reveillon!!!
Aí está...Pouso da Cajaíba! O verdadeiro paraíso! Escrito por Aninha às 17h15 [] [envie esta mensagem] [link] Ai...o Natal!!!! Que delícia é comemorar o Natal! Ontem, quando voltava de um barzinho no fim do dia, fiquei observando o movimento das pessoas nas casas. Gente entrando e saindo, gente sorrindo, gente se abraçando. Parecia mesmo cena de filme. Muitos, muitos carros em frente as casas, muita música, muita alegria. É esse o motivo que torna o Natal tão especial e tão esperado. Independente de religião, encontramos no Natal o melhor momento do ano. Amigos, famílias se reunindo, matando a saudade, contando histórias, dividindo as alegrias, compartilhando ou até doando esperança para um ano novo melhor. É verdade que muitas vezes deixamos de lado o sentido primeiro - do nascimento de Jesus -, acabamos nos entregando ao capitalismo e comprando presentes e mais presentes. Mas que pecado há nisso? Se podemos, que mal há em presentearmos quem amamos? Muitos de nós têm apenas o Natal para fazerem isso. Presentear não é só comprar. Presentear é lembrar do outro, é dedicar tempo e dinheiro à procura de um presente ou uma simples lembrança que mostre o quanto o outro é especial para nós. E quando não é possível vir o presente...bem...aí nos resta o que ainda é melhor que o presente: abraços, beijos, carinhos, conversas, piadas, fotos e mais fotos!!! E, a cada Natal, renovamos nossas energias, renovamos nossa esperança, renovamos o amor que não nos separa da família e dos amigos. Pensando bem...o Natal poderia existir mais vezes no ano... Ai...como seria bom!!!!!!!!
Escrito por Aninha às 18h15 [] [envie esta mensagem] [link] Só o ano, nada de novo Há 8 dias de um novo ano, é natural que repensemos nossas vidas, avaliemos o ano que passou e planejemos novos feitos para o ano que virá. Muita gente - inclusive - costuma fazer promessas de Ano Novo. "Vou parar de fumar", "Vou começar uma dieta", "Vou levar a ginástica a sério" são algumas das promessas mais frequentes. Aquelas do tipo "segunda-feira eu começo", mas que não determinam exatamente qual segunda será. Deixamos para a segunda seguinte, para o mês seguinte, e, neste momento, para o ano seguinte mudanças e atitudes que poderiam ser definidas já. Adiamos decisões importantes ou um simples telefonema. O ano seguinte acaba sendo uma promessa que nunca se cumpre. Ele passa e, no final dele, quando estamos repensando o que fizemos e definindo novas promessas, percebemos que elas são as mesmas de 2007, de 2006, de 2005... De repente nos vemos exatamente iguais ao que éramos há 10 anos. E nos assustamos! É aí que percebemos que nosso medo de enfrentar a mudança não nos permitiu nos tornarmos melhores. Melhores conosco. Melhor comigo mesma. A mudança assusta, gera insegurança, medo. Mas traz realização. Mudar é necessário. Mudar de emprego, trocar o costumeiro barzinho da happy hour por um diferente, mudar as companhias - manter algumas, acolher outras novas -, mudar de casa, às vezes de cidade, mudar de namorado (quem sabe?), mudar de canal - ou desligar a tv?! Seja o que for...mudar de verdade para que, daqui dez anos, não nos olhemos no espelho e enxerguemos exatamente a mesma pessoa, as mesmas dúvidas, as mesmas qualidades, os mesmos defeitos, as mesmas frustrações, as mesmas realizações e nada, absolutamente nada, diferente. Só mais um ano novo! Só o ano...
Escrito por Aninha às 17h59 [] [envie esta mensagem] [link] Conta inexata Difícil falar da gente quando os outros não estão dispostos a ouvir. Difícil insistir em mostrar quem realmente somos se preferem tirar suas próprias conclusões. Alguns afirmam que somos o que ouvimos. Certa propaganda na TV diz "Você é o que você vê", e tem quem repita aquele antigo ditado "Diga-me com quem andas e te direi quem és". Nada disso responderia à pergunta "Quem sou eu?". Na verdade sou a soma de inúmeras experiências. Sou o resultado da soma, às vezes subtração, de todos os tropeços e das vitórias, dos sofrimentos e das alegrias, das lágrimas e dos sorrisos. Sou o que digo dividido por tudo o que não manifesto nunca. Sou o que sinto multiplicado a tudo que quero sentir. O que você vê, o que você pensa, o que pareço é muito pouco diante de tudo o que sou. Há muito mais. Muito mais defeitos, muito mais qualidades. Amanhã...amanhã talvez não seja mais. Amanhã as somas, as multiplicações, as divisões, as subtrações mudarão. Os valores presentes nelas mudarão. E o resultado final com certeza será diferente do que existe agora. Pouco ou muito, não importa. Melhor ou pior...não sei. Apenas diferente. Só sei que não sou uma conta exata. Não espere de mim sempre o mesmo resultado. Até porque parte dele depende de você. Qual foi sua parcela??? Ela altera - e muito - o resultado final!! Escrito por Aninha às 18h34 [] [envie esta mensagem] [link] Quero o novo Dizem que não podemos ter tudo na vida. Já ouviu aquele ditado "Sorte no jogo, azar no amor"? (Ou seria o contrário????) Não posso acreditar nisso. Não posso simplesmente aceitar que essa seria a minha realidade e acatar "as forças do universo" favoráveis ou contrárias às minhas realizações. Não posso porque, se assim o fizer, estarei não só abrindo mão de sonhos e desejos como também perdendo o sentido de muita coisa na vida. Mas a verdade é que somos nosso universo, criamos nosso universo, contruimos nosso universo. Se uma das áreas da minha vida não está tendo o sucesso que a outra tem (Graças a Deus!) é porque não dediquei a ela tudo o que precisava. Não investi tempo, não investi forças, não investi esperanças nem sonhos ou desejos. Sei que agora não adianta chorar por tudo o que se foi e que deixei escapar. Sei também que tenho ainda muito o que agradecer pelo que conquistei até hoje no campo profissional. E o melhor: sei que sempre há chance de reconstruir. Não o que não deu certo. Isso já se perdeu - agora me dei conta! Mas mudar de postura em relação àquilo que surgir pode ser um caminho. Às vezes dá medo. Sim! Tenho medo! Medo de outras oportunidades não surgirem. Medo de não enxergar a que vier. Medo de cometer os mesmos erros. Mesmo com todos esses medos, mesmo com todas as incertezas, vou acreditar! Acreditar que algo novo está para surgir. Afinal, não posso ter tudo o que quero...talvez, mas posso acreditar que um dia terei! E isso...ah...isso ninguém tira de mim!!! E para completar: sim! "Eu quero sempre mais!! Mais que hoje, mais que ontem, eu quero sempre mais do que eu posso ter!"
Escrito por Aninha às 19h29 [] [envie esta mensagem] [link] Oportunizar e realizar Em uma de suas concepções, o dicionário Houaiss caracteriza a palavra oportunidade como "circunstância oportuna, favorável para a realização de algo". Realizar... Sonhamos com realizações quase diariamente. Minha vida sem vontade, sonho, desejo de realizar algo é vazia, insossa. Mas não há realização se não aproveitar as oportunidades. E aproveitar oportunidades, independente do que representem, é ter coragem de arriscar, de enfrentar a vida sem se esconder. Algumas oportunidades que surgem me deixam extremamente disposta, animada, decidida. Em geral costumo ser assim. Agarro-as com unhas e dentes. Dedico-me a elas com todas as minhas forças. Não há cansaço, não há exaustão, não há hesitação. Mergulho completamente nesse rio. Não importa como esteja a correnteza e o quanto possa ou não visualizar o outro lado. Afundo-me, apesar do medo. Sim, tenho medo. Sinto-me insegura, mas a vontade de chegar ao outro lado é maior que ele. Mas o mais importante: a possibilidade de não alcançá-la não me assusta. Não assusta porque chegar lá depende muito mais de mim do que de qualquer outra barreira que possa existir. Meu esforço, minha vontade, o êxito na travessia valem muito mais. Mas não é todo rio que me permite encarar assim as oportunidades. Aqueles que representam muito mais o que sinto do que o que faço. Aqueles que não possibilitam erros. Se não houver sucesso na primeira travessia, talvez não haja mais chances. Perder a primeira oportunidade de realizá-la pode representar o fim de toda possibilidade de enxergar o outro lado da margem e de descobrir seus segredos, suas maravilhas, suas armadilhas. O medo de errar então me leva a não tentar. Fico à margem, observando e imaginando como seria. Pior, experimento outras travessias, em outros rios que não gerem tanta expectativa, tanto sentimento, tanto risco. Um dia...um dia percebo que a oportunidade passou, que talvez ela não volte mais. Ou porque outra pessoa se arriscou, venceu os desafios e desvendou todos os mistérios presentes nesse rio...chegou à margem. Já ocupou seu lugar. Ou porque agora as águas estão bravias demais. Cansaram-se. É só nesse dia em que descubro que perdi muito mais evitando as águas desse rio que teria perdido ao enfrentá-lo logo no início. Perdi a oportunidade. Joguei fora a possibilidade de realização. Talvez o rio se acalme...talvez suas águas aceitem uma nova tentativa...talvez a outra margem ainda não esteja povoada, não tenha sido desbravada. Afinal, oportunidades surgem, mas outras podem ser criadas. Tudo depende da intensidade da vontade de realização...E essa é grande! Pode apostar!
Escrito por Aninha às 20h33 [] [envie esta mensagem] [link] Ter ou não ter namorado, eis a questão! Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
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