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Verdade inventada Tempestades Hoje acordei leve. Sem angústias, sem mágoas, sem ansiedades, sem ressentimentos... O amor faz isso com a gente. O tempo e a sabedoria também. O amor que senti ontem e ao longo desta semana que passou daqueles que se preocuparam - e ainda se preocupam - comigo, o carinho, as demonstrações de afeto e as orações me deixaram assim... leve. Somos tão pequenos, inseguros, incrédulos, orgulhosos que, muitas vezes permitimos que uma pessoa ou um acontecimento ruim - a9penas um(a)- nos tire a visão de tudo de mellhor que existe a nossa volta. Damos a um acontecimento, a uma pessoa o poder de deixar nossa vida nublada. Tornamo-nos incapazes de ver além das nuvens, porque focamos nosso olhar, pensamento e energia na tempestade. Às vezes esquecemos que ela passa e sofremos mais que o necessário. Perdemos a calma, perdemos o rumo, perdemos o foco e fazemos dela algo muito maior do que realmente parecia ser. Outras são grandes mesmo e demoram a passar. Mexem com tudo e deixam um estrago bem grande. Daí é que vem a sabedoria. Compreender que ela passa. E que atrás dela há uma vastidão de belezas que passaram despercebidas. Depois que ela passa é hora de colocar as coisas no lugar, jogar fora o que não nos convém mais, o que perdeu utilidade. Sabe aqueles objetos que nos farão lembrar a todo momento da tempestade? Viram lixo. Devolvemos a ela o lixo que nos deixou: os sentimentos ruins, negativos, tudo o que nos faz mal. Deixemos que a tempestade passe. Deixemos que ela leve o que não nos serve mais. E assim que ela se for, permitamo-nos olhar para as belezas que ficam. Para aquilo que era verdadeiro e não se foi com ela. Para aquilo que era forte e a ela resistiu bravamente. Vai ver é pra isso que ela veio... para nos mostrar o que deve ser eternizado em nós. Escrito por Aninha às 13h09 [] [envie esta mensagem] [link] Rompendo barreiras Existe uma linha bem tênue entre amizade, amizade colorida e qualquer outra coisa além disso. Enquanto essa linha não é rompida tudo parece bem. Equilibrado. Cada um sabe seu papel na relação e as ações podem ser espontâneas. Afinal, amigos são amigos. Com eles rimos, choramos, damos pala, nos divertidos, fazemos piadas, trocamos confidências, etc...etc...etc... Mas e quando esse linha é rompida? Quando não se sabe exatamente mais o que é? É possível que a amizade volte a ser como antes. É possível encontrar equilíbrio em uma amizade colorida. Tão possível quanto tudo isso possa levar a um relacionamento sério. Qualquer coisa pode acontecer. No entanto, esse momento parece ser tão confuso. E, contraditoriamente, tão saboroso... A fase das borboletas no estômago, das tentativas de conquista, de, enfim, descobrir no outro algo que não vimos antes e agora parece tão claro, tão agradável, tão maravilhoso. E quantas inseguranças... Medos e mais medos. De perder a amizade, de estragá-la para sempre, de perder a chance de viver algo especial, de sofrer, de fazer aquele(a) que já é especial sofrer. Há nesse momento um processo de descoberta e de escolhas. Escolhas que podem ser difíceis. Toda escolha gera uma renúncia. Por isso todas precisam ser feitas cuidadosamente, sem precipitações. Perder um amigo pode fazer a diferença. Perder a chance de viver um amor-amigo pode ser pior. Nos dois casos haverá perdas. E cada um definirá qual perda prefere. Sem esquecer que, no final, poderá perder os dois. É a velha história dos riscos. A vida é cheia deles. Cada um tem seus motivos para querê-los ou não. Triste é quando só um lado se sente preparado para isso... Aí... nem a amizade resiste.
Escrito por Aninha às 11h35 [] [envie esta mensagem] [link] Na dor e no amor 2011 tem sido um ano muito difícil. Quando cheguei a um momento em que pensei que não era possível piorar... piorou. Mas para quem é pessimista essa ideia faria mais sentido. A Ana Paula que começou 2011 está longe de ser a mesma que vai terminá-lo (Se Deus permitir, pulando sete ondas, mandando toda a zica de 2011 para bem longe no lugar que mais amo - Trindade). Tudo que me aconteceu só serviu para me deixar mais forte. - Belo clichê! E também para que eu me encontrasse. Dizem que há pessoas que aprendem na dor e outras no amor. Precisei dos dois. A dor da perda, de um angustiante problema de saúde e todo o amor que encontrei em meio a isso me transformaram. Levaram-me a caminhos antes desconhecidos em mim mesma e a grandes redescobertas. Não acredito que estamos neste mundo para sofrer. Mas a sabedoria encontra-se em tornar o sofrimento oportunidade de ser mais e melhor, oportunidade de buscar a felicidade com todas as forças. E isso só é possível quando não nos entregamos a ele. Permiti que ele viesse. Chorei o que foi preciso - ainda choro quando bate a vontade, a tristeza, o medo e a angústia. Enxerguei-me finalmente como humana. Compreendi que não deixo de ser forte quando assumo minhas fraquezas. Amadureci. Continuo a mesma otimista, animada e lutadora. Mas com novo olhar e novos propósitos para a vida. Olhei para minhas feridas, reconheci a presença de cada uma delas e comecei a curá-las. Não me tornei outra pessoa. Apenas melhorei. Não tenho mais medo ou vergonha de mostrar minhas fragilidades, dores, angústias e meus medos. Também não permitirei que tudo isso me impessa de viver o que a vida me proporcionar. E mais... algo, que não sei exatamente ainda o que foi, trouxe de volta a disposição para lutar pelo que eu quero. Acredite: se foi possível sair assim de tantos problemas, também é possível - e até mais fácil - chegar aonde quero! 2011 ainda não acabou nem minha luta pela saúde. No entanto, minha busca pelos meus novos e renovados projetos já está começando! E naquele meu otimismo e pequena, mas sincera, fé em Deus, serão alcançados! Escrito por Aninha às 20h21 [] [envie esta mensagem] [link] Descontrole Acordei com medo. Medo de tanta coisa que passaria horas falando de tudo. Basicamente, tenho medo de tudo sobre o que não tenho controle. Porque quando o tenho, me viro. Levanto-me, ergo a cabeça, encaro e resolvo. Nem sempre da melhor forma, nem sempre como gostaria. Mas o que está nas minhas mãos e depende de mim não dá medo. É como se isso me desse a sensação de saber qual será o fim... ou o começo. Tenho medo de tudo que não controlo. Muito óbvio isso. Se não controlo, não decido, não escolho, não sai exatamente como quero e me perco. Perco-me totalmente. Fogem as palavras, as ações tornam-se inesperadas, alguma vezes, congeladas. Vejo problema onde não tem, não vejo onde tem. O medo me cega. Sabe a mulher bem-resolvida, forte, corajosa, determinada? Ela desaparece por um tempo. No lugar dela chega alguém totalmente perdida, sem rumo. E nesse enorme descontrole só me resta chorar! Como choro! Choro até inchar! Depois do choro vem a calmaria. É como o mar em ressaca. As lágrimas levam consigo os pensamentos que tanto afligem. O medo fica. Ele é mais forte. Mas calmo, sereno. Ele não vai embora, a menos que aquilo que o gera se resolva. Do contrário, sei que outro dia voltará a me afligir e tudo se repetirá. Essa sou eu hoje. E o que consola, é que essa sou eu de vez em quando!!
Escrito por Aninha às 17h40 [] [envie esta mensagem] [link] Eu e a Fiona Dizem que toda mulher espera pelo príncipe encantado. Já passei dessa fase. Já compreendi - depois de bons tombos e enormes decepções - que príncipes não existem. Só nos contos de fadas. Nessa tragetória encontrei-me com alguns lobos bem maus. Apesar das feridas que deixaram me ensinaram muito, pois o mal que fizeram não foi suficiente para me fazer desacreditar totalmente nos homens. Mas só comecei a crescer, a amadurecer quando tive coragem de olhar para mim mesma e entender que também não sou a princesa. Tenho vários e vários defeitos. E muitas qualidades. Errei com muitas pessoas também e fiz algumas delas sofrer. Algumas vezes fugi, mas sem deixar nenhum sapatinho para que me encontrassem. Em outras, até deixei o sapatinho, mas não quis experimentá-lo. Cheguei a cortar meus cabelos só para que não me alcançassem. Não queria ser "resgatada". Demorei... demorei, mas finalmente compreendi que meu príncipe está bem mais para "Shrek" e eu para "Fiona". Esse é o conto perfeito. Aquele em que ninguém é perfeito, em que os defeitos são respeitados e trabalhados e as qualidades destacadas, admiradas e valorizadas. Minha história não tem castelos. Tem dívidas, tem dificuldades, tem problemas, tem tristezas, mas muitas alegrias também. Minha história, para ser de verdade, tem que ter simplicidade. Porque o romance não está apenas nos jantares à luz de velas, nos hotéis 5 estrelas, nas joias e nas lindas palavras cheias de juras de amor. Tudo isso é lindo, lá nos contos da fadas. No meu conto, o romance está no abraço sincero, no olhar "de ressaca", nas risadas bobas, nas trocas de confidências, no carinho espontâneo... No meu conto vivemos o presente, sem a pressão do "felizes para sempre". Seremos felizes agora. Do jeito que é possível ser. Do melhor jeito!
Escrito por Aninha às 10h04 [] [envie esta mensagem] [link] Eu e o mar São seis horas da manha. Acaba de amanhecer. Estou sentada na minha barraca olhando para o mar. Vez ou outra passa alguém caminhando pela praia. Passei a noite ouvindo esse barulho maravilhoso do mar e, durante algumas horas também do reggae que rolava no final da Praia dos Ranchos - onde estou acampada. Como choviscou durante a noite e fez frio, optei por ficar na barraca. Não achei prudente correr o risco de ficar gripada já que logo farei uma cirurgia. Minha intenção ao vir para Trinda não era badalação. Era refúgio. Era deserto. Senti-me um pouco como a Liz de "Comer, rezar, amar" - devidas proporções. Antes de vir para cá rezei em Aparecida, participei da Santa Missa, fiz meus pedidos e agradecimentos a Nossa Mãe junto com minha tia Sueli. De lá ela voltou para Itajubá, enquanto eu vim para Trinda. Aqui armei minha barraca exata e propositadamente de frente para o mar. É só ele que quero no momento. O mar é a força e presença de Deus. Nele resgato minhas energias perdidas. É só diante dele que consigo ficar horas, perder-me no tempo sem pensar em nada. Só eu e ele. Mas nenhum mar se compara ao de Trindade. Há um clima de paz nesse lugar que não consigo explicar. Passarei o dia aqui. Ora só olhando para o mar, ora lendo, ora comendo... Obviamente não há de faltar camarão hoje! Sei que voltarei com mais energia e com os pensamentos em ordem. Renovada e pronto para a batalha que me aguarda. E nos veremos de novo: eu e o mar de Trindade. Se Deus quiser, em Dezembro!!!!!!
P.S. 1: Meu "comer, rezar, amar" está incompleto. Estou muito disposta a completar a lista! P.S.2: Esse texto foi escrito, como viram, antes de eu sair da minha barraca. Mas o dia não foi nada como planejado. Foi bem melhor! Outro post falará sobre isso! P.S. 3: Existe uma história de amor entre mim e o mar de Trindade. Talvez como a música "Ana e o mar" de O Teatro Mágico! Escrito por Aninha às 20h05 [] [envie esta mensagem] [link] Espero pelo sapo Eu e duas amigas, Valdete Paula e Eugênia Pereira, fizemos ontem o famoso clube da luluzinha. A ideia inicial não era falarmos especificamente de ninguém, de nenhum caso, de nenhum pretendente ou coisa do tipo. Acreditem, rapazes! Mulheres não se reúnem para falar somente de vocês, porque nossa vida não se resume a relacionamentos nem a busca de homens. Talvez há um tempo isso fosse mais frequente. Mas depois de uma certa fase, descobrimos que há outras situações mais relevantes sobre as quais giram nossas vidas. Deparamo-nos com problemas tão mais sérios, tão mais dolorosos, tão mais sofríveis e difíceis que relacionamentos passam a ter um outro olhar. Não deixam de ser importantes, afinal, quem não sente vontade de ter alguém pra dormir juntinho de vez em quando- às vezes de vez em sempre!-? Quem não quer alguém pra partilhar os sonhos, pra sonhar junto, pra chorar quando a dor for grande demais, para sorrir quando a alegria transbordar? Nossa intenção era rirmos. Rirmos de nós mesmas. Das loucuras que andamos fazendo. Loucuras boas e saudáveis. Rirmos das nossas ratas, das nossas más e boas escolhas. Rirmos. Mas a conversa nos levou a discutir a postura de alguns de nossos infortúnios relacionamentos - se é que podemos chamar de relacionamentos. Pouco falamos sobre isso e voltamos às piadas e às histórias engraçadas. Esse era o objetivo. Porém acordei pensando em alguns desses casos. Acordei perguntando a mim mesma por que existem homens que acreditam que para serem homens precisam "pegar" todas que aparecem por aí. Muitos deles parecem crer que alcançarão nossa admiração por conta da quantidade de mulheres que são capazes de atrair. E alguns se sentem absurdamente superiores quando desfilam diantes de nós com alguma ou algumas delas. Talvez eles até venham a conquistar a admiração de jovensinhas imaturas que adoram uma competição. Entretanto, entendam, queridos, que mulheres, mulheres mesmo preferem aqueles que sabem selecionar. Quer me deixar enciumada, apareça com um relacionamento de verdade, com alguém mais inteligente, mais bem-sucedida, mais realizada e feliz que eu. Um corpinho mais bonito, uma carinha mais jovem em nada me incomoda. Homem, homem mesmo, aquele que me abala as estruturas e me faz pensar que pode valer a pena é aquele que sabe escolher. E que, quando escolhe, é capaz de manter uma mulher apaixonada - não interessada. É capaz de despertar minha admiração não por ser perfeito, mas por buscar ser o melhor que pode; não por ter dinheiro (eu já tenho o meu, não preciso do dinheiro de ninguém), mas por ter sonhos e ambições; não porque promete fidelidade, casamento e filhos, mas porque é capaz de viver cada dia intensamente ao meu lado, permitindo que, como disse o poeta "seja eterno enquanto dure" e mais "seja bom enquanto dure". E que fique bem claro! Esse não é o príncipe encantado. Está mais para o sapo!!! Escrito por Aninha às 13h56 [] [envie esta mensagem] [link] Criemos expectativas! Acordei hoje e como de costume fui fuçar no facebook e ver se havia alguma novidade ou algo que me fizesse rir logo pela manhã. Afinal, temos que reconhecer o caráter humorístico das redes sociais. A primeira coisa que li foi uma citação de Caio Ferando Abreu: "Ultimamente não estou esperando coisas boas, e nem ruins, de nada e nem de ninguém. Por mim, tanto faz, cansei de criar falsas expectativas.". Se me lembro bem já usei essa citação em outra circunstância. Mas enquanto tomava meu rotineiro cafezinho fiquei pensando sobre. Quem é que não cria expectativas? Quem não cria expectativas não sonha. E quem não sonha, dificilmente realiza. Sim. Há momentos, há situações e há pessoas que nada despertam em nós. Nem expectativas. Mas qualquer contato, vivência que geram sentimentos, sensações, emoções boas geram expectativas. Nem que seja apenas um grande desejo de que se repita e se repita e se repita... Já neguei inúmeras vezes expectativas que tive. Neguei-as porque sabia que no caso de não se confirmarem o tombo seria dos grandes. Quem nunca caiu, nunca viveu, nunca experimentou, nunca se arriscou. Deve ser triste a vida de alguém que nunca criou expectativas e, por isso, nunca foi além. Estou disposta a criá-las, a sonhar, a desejar e a fazer certas coisas acontecerem. Consciente de que vou cair, de que vou me decepcionar ainda algumas, talvez muitas vezes. Mas quem sabe numa dessas eu não me surpreenda! O problema não está na expectativa. Está na forma como lidamos com ela. Ela te faz parar? Ela te faz só esperar a perfeição? Então pode ter certeza de que vai sofrer. No entanto, se ela te faz sonhar, buscar, lutar, mas com os pés no chão, ciente de que pode ser maravilhoso sem ser perfeito, aí sim, há grandes chances de ela trazer felicidade. Criemos expectativas! Escrito por Aninha às 10h53 [] [envie esta mensagem] [link] O amor é agora Há muito tempo não passava por aqui. Como vocês mesmos podem ver na última postagem. Mais de dois anos. Perdi-me por esse tempo. Passei uma fase em que algumas outras coisas - que não valem a pena citar aqui - tiveram maior importância e tomaram mais e mais o meu tempo. Um fato recente, com o qual ainda estou lidando e tratando, me fez sair em busca de mim. Aliás, dois fatos. Peço licença às minhas primas e à minha família para citar o primeiro deles. A morte de uma tia. Tia amada, querida, especialíssima. Mulher de fibra e de fé que lutou pouco mais de dez anos contra o câncer. Sua morte sofrida e prematura fez uma reviravolta na minha vida. Uma mulher que poderia viver o dobro, deixou este mundo aos 46 anos e me fez questionar essa fragilidade da vida. Minha cabeça virou do avesso. Dentro de mim algo gritava enlouquecidamente que estava mais do que na hora de compreender o velho chavão que diz que a vida é agora. Já pensaram nas inúmeras pistas que Deus vai plantando em nossa vida tentando nos avisar de algo? (Outro momento quero refletir sobre isso) Ele apresentava muitas e muitas. Deparei-me um dia com um vídeo do Padre Fábio de Melo em que ele falava justamente dessa fragilidade e, em outras palavras, questionava sobre o tempo que temos para dizer às pessoas o quanto as amamos. Não sabemos. Não sabemos quanto nos resta. Como diz Nando Reis "a vida é coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama". E o que importa nessa vida tão passageira? Comecei a fazer minha listinha e a definir prioridades. Parece meio trágico isso, mas quanto tempo tenho? Não sei. Ninguém sabe. E o que quero fazer desse tempo que tenho? Seja ele pouco ou muito... Não importa quanto. Importa que tenha sido bem vivido. Descobri quais são as prioridades da minha vida: AS PESSOAS. As pessoas a quem amo e que me amam. Quero amar, quero ser amada. Não bastasse esse fato, Deus me coloca outro. Um nódulo no abdômen para ser vencido. Em um primeiro momento veio uma aflição enorme. Um buraco se abria dentro de mim. Ao mesmo tempo uma certeza de que Deus não permitiria nada que eu não pudesse suportar, porque quando eu não mais aguentasse, Ele me carregaria. Apesar de ser pequena na fé, ela é suficiente para me dar essa certeza. Mas o mais difícil de tudo isso foi lidar com o medo. Medo de ter amado pouco, medo de não ter tempo para me apaixonar de novo. Ah... e como eu quero me apaixonar! Medo de não ser mãe. Medo de que tantas pessoas que me amam - perdoem-me a prepotência, mas muitas mostraram isso nesse período - sofressem por minha causa, medo de não demostrar a todos o quanto os amo. Meu medo não era do câncer. E não é dele. De perder o cabelo. Há tanta peruca bonita por aí! Bem melhores que o meu natural! De fazer cirurgias, quimioterapias, etc...etc... O medo era de não dar mais tempo de amar, de estar com aqueles que amo, de não ver a Vivi crescer... Isso é medo. Por isso hoje entendo completamente e perfeitamente o famoso chavão "a vida é agora". E também entendo que só vai compreender tudo isso quem já passou por algo parecido ou que sofreu comigo. Não quero que entendam a dor e o medo pelos quais passei. Quero apenas que saibam que nada, absolutamente nada nos garante o amanhã. Então eu peço licença para mudar o chavão e dizer que "o amor é agora". Ame... ame... ame...
P.S.: Farei uma cirurgia em alguns dias para retirada de um nódulo que provavelmente é benigno. Benigno em vários sentidos. Porque ele trouxe um novo olhar para minha vida! E obrigada, queridos amigos, por sofrerem e sorrirem comigo! Escrito por Aninha às 16h49 [] [envie esta mensagem] [link] Eu costumava acreditar nas pessoas. Houve uma época em que acreditar nelas, no que diziam, no que pareciam ser, sentir e querer era fácil. Muito mais fácil do que duvidar. Duvidar dava trabalho. Era como uma criança que se ilude com toda e qualquer história que um adulto ou até mesmo outra criança conte a ela. Às vezes alguns porquês surgiam, mas logo já eram substituídos pela fé na sinceridade das respostas. Hoje os porquês são muitos. E acreditar passou a ser um desafio. Aquela criança inocente e crente em tudo foi embora. Completamente. No entanto, parte dela deveria ter permanecido. Tantas mentiras, tantas promessas não cumpridas, tanto fingimento fizeram com que ela, aos poucos, morresse. É preciso resgatá-la. A fé nos homens, nos amigos, na família, enfim, nas pessoas precisa voltar a existir. Queria retornar àquela época em que suspeitas não passavam pela minha cabeça, em que eu me doava sem medo de estar sendo enganada, em que não era obrigada a ser o que não sou: dura e extremamente racional. Para isso, preciso de pessoas verdadeiras, que digam exatamente o querem, que sejam exatamente o que são, que mudem de idéia, de atitude de sentimentos, quando necessário, mas não mudem a sinceridade de suas palavras. Escrito por Aninha às 10h34 [] [envie esta mensagem] [link] Incertezas O BBB9, menos comentado e visto que as 8 edições anteriores, é a famosa disputa de quem acredita que 1 milhão de reais pode gerar a realização de sonhos e a felicidade. Muita gente quer. Muita gente luta. A disputa é acirrada. Por isso ali não há amigos, apenas competidores que almejam o título de milionários. E, apesar de muitos negarem, estão dispostos a muita coisa pra alcançar esse objetivo. Alcançar a felicidade é realmente uma luta. Mas uma luta conosco, uma luta interna, às vezes solitária. Não é o milhão, a fama ou o que recebemos -seja lá o que for - do outro que a traz. Somos nós...apenas nós. Vivo brigando comigo mesma. Uma luta que não acaba nunca. Um dia quero, no outro não tenho tanta certeza. Um dia faço, no outro me arrependo. Então, em outra oportunidade não faço, e o arrependimento é ainda maior. Algumas vezes penso que vou me arrepender, mas me surpreendo. Em um dia não gosto de peixe e detesto o lugar onde vou comê-lo. No outro o peixe parece saboroso e o local agradável. Em um certo momento não quero sair de casa, mas o desejo muda e não volto pra ela tão cedo. Se cultivo um sentimento por alguém, ele pode mudar a qualquer momento ou durar pra sempre... De repente algo novo pode surgir e então tudo muda. Tenho poucas certezas. A de que 1 milhão não vai me ajudar nessa luta é uma delas. E, a mais importante, é de que, nessa luta, não há perdedores. Só temos o direito de vencer. Vencer os medos, vencer as incertezas, vencer as dúvidas. Como? Continuando a experimentar e a descobrir tudo o que for possível... até o fim!!!!!
Escrito por Aninha às 20h09 [] [envie esta mensagem] [link] Reaprendendo... Estava revendo meu perfil no orkut hoje - coisa que não faço com tanta frequência - e me deparei com o tópico"com os relacionamentos anteriores aprendi". Tinha já me esquecido do que havia colocado lá: um trecho de Clarice Lispector. "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Muito bonito, não é? Como tudo que Clarice disse ou escreveu. Mas difícil... Sim...eujá me rendi. Sim...eu já mergulhei. E não...não procurei entender. Meus relacionamentos anteriores, cada um na sua maneira, foram intensos. Especialmente porque fiz exatamente o que Clarice aconselha. E não me arrependi. A questão agora é: eu me renderia novamente? Mergulharia da mesma forma? Se os relacionamentos anteriores tivessem deixado apenas essa lição, com certeza eu repetiria tudo da mesma forma. Porém, as lições foram muitas. Algumas muito difíceis. Outras muito boas. Algumas complicadas... Ao invés de fazer o que diz a música do Capital Inicial, "parei de pensar e comecei a sentir", descobri como fazer o contrário: parei de sentir e comecei a pensar. E penso muito. E avalio muito. E calculo cada passo, cada reação, cada atitude. E o saldo final desse cálculo não tem sido positivo. Quero mudar essa conta. Quero me render, quero mergulhar, quero viver a emoção, o sentimento, a paixão sem procurar entendendimentos. Quero, verdadeiramente, me apaixonar... Quero reaprender a amar... Quem vai me ensinar?
*** Isso me faz lembrar do filme Alguém tem que ceder. Nesse caso, já sabemos quem...
Escrito por Aninha às 18h43 [] [envie esta mensagem] [link]
"Quando a gente fica em frente ao mar a gente se sente melhor" Nando Reis, A letra A
Não sou uma pessoa mística. Tenhos minhas crenças - católicas, como já contei num outro post, mas misticismo me falta. No entanto, quando se trata da natureza - especialmente da praia, do mar - sinto "o universo conspirando a meu favor". Eu diria que ali, as vibrações são sempre positivas e grandes energias me fazem voltar renovada cada vez que tenho a chance de estar nesse lugar. Há alguma magia entre mim e o mar. Algo que não sei explicar. Sou capaz de ficar parada horas e horas diante dele só admirando sua beleza e grandiosidade. Sou capaz de ficar horas dentro dele me divertindo e relaxando nas suas águas. É por isso que não me canso de ir à praia. E o camping acaba sendo a melhor alternativa para voltar sempre. Afinal, é muuuuuuuuuito barato. E divertido! E o melhor: as praias nesses casos são divinas. Perfeitas. Maravilhosas. Nada de Praia Grande, Ubatuba. Não! Muvuca! Quero tranquilidade, quero paz quando vou para a praia. E conhecer pessoas diferentes. Pessoas que estão buscando a mesma coisa. Quero fugir de Itajubá. Não encontrá-la quase inteira ao caminhar do quiosque para o mar... 2008 foi um ano carregado. Não sei qual a relação disso e se existe, mas no ano em que me faltaram viagens à praia muitos problemas aconteceram. Foi um ano de grande estresse. Sentia falta do mar. Precisava ir pro mar. Faltaram feriados! Já 2009 começou maravilhosamente bem. Pouso da Cajaíba foi nosso refúgio. Não tão menos muvucado como esperávamos, mas com uma beleza indescritível e imensurável. Lavei a alma, lavei o corpo e deixei pra trás as tristezas e os desabores de 2008. O mar levou. Renovada, adquiri forças para encarar um 2009 cheio de desafios: novo emprego e muitas outras novidades pela frente. Sim, muita coisa estará diferente no final deste ano. E voltarei aqui para confirmar!!!!!!! Um mega bjo a todos e um 2009 tão perfeito qto foi meu reveillon!!!
Aí está...Pouso da Cajaíba! O verdadeiro paraíso! Escrito por Aninha às 17h15 [] [envie esta mensagem] [link] Ai...o Natal!!!! Que delícia é comemorar o Natal! Ontem, quando voltava de um barzinho no fim do dia, fiquei observando o movimento das pessoas nas casas. Gente entrando e saindo, gente sorrindo, gente se abraçando. Parecia mesmo cena de filme. Muitos, muitos carros em frente as casas, muita música, muita alegria. É esse o motivo que torna o Natal tão especial e tão esperado. Independente de religião, encontramos no Natal o melhor momento do ano. Amigos, famílias se reunindo, matando a saudade, contando histórias, dividindo as alegrias, compartilhando ou até doando esperança para um ano novo melhor. É verdade que muitas vezes deixamos de lado o sentido primeiro - do nascimento de Jesus -, acabamos nos entregando ao capitalismo e comprando presentes e mais presentes. Mas que pecado há nisso? Se podemos, que mal há em presentearmos quem amamos? Muitos de nós têm apenas o Natal para fazerem isso. Presentear não é só comprar. Presentear é lembrar do outro, é dedicar tempo e dinheiro à procura de um presente ou uma simples lembrança que mostre o quanto o outro é especial para nós. E quando não é possível vir o presente...bem...aí nos resta o que ainda é melhor que o presente: abraços, beijos, carinhos, conversas, piadas, fotos e mais fotos!!! E, a cada Natal, renovamos nossas energias, renovamos nossa esperança, renovamos o amor que não nos separa da família e dos amigos. Pensando bem...o Natal poderia existir mais vezes no ano... Ai...como seria bom!!!!!!!!
Escrito por Aninha às 18h15 [] [envie esta mensagem] [link] Só o ano, nada de novo Há 8 dias de um novo ano, é natural que repensemos nossas vidas, avaliemos o ano que passou e planejemos novos feitos para o ano que virá. Muita gente - inclusive - costuma fazer promessas de Ano Novo. "Vou parar de fumar", "Vou começar uma dieta", "Vou levar a ginástica a sério" são algumas das promessas mais frequentes. Aquelas do tipo "segunda-feira eu começo", mas que não determinam exatamente qual segunda será. Deixamos para a segunda seguinte, para o mês seguinte, e, neste momento, para o ano seguinte mudanças e atitudes que poderiam ser definidas já. Adiamos decisões importantes ou um simples telefonema. O ano seguinte acaba sendo uma promessa que nunca se cumpre. Ele passa e, no final dele, quando estamos repensando o que fizemos e definindo novas promessas, percebemos que elas são as mesmas de 2007, de 2006, de 2005... De repente nos vemos exatamente iguais ao que éramos há 10 anos. E nos assustamos! É aí que percebemos que nosso medo de enfrentar a mudança não nos permitiu nos tornarmos melhores. Melhores conosco. Melhor comigo mesma. A mudança assusta, gera insegurança, medo. Mas traz realização. Mudar é necessário. Mudar de emprego, trocar o costumeiro barzinho da happy hour por um diferente, mudar as companhias - manter algumas, acolher outras novas -, mudar de casa, às vezes de cidade, mudar de namorado (quem sabe?), mudar de canal - ou desligar a tv?! Seja o que for...mudar de verdade para que, daqui dez anos, não nos olhemos no espelho e enxerguemos exatamente a mesma pessoa, as mesmas dúvidas, as mesmas qualidades, os mesmos defeitos, as mesmas frustrações, as mesmas realizações e nada, absolutamente nada, diferente. Só mais um ano novo! Só o ano...
Escrito por Aninha às 17h59 [] [envie esta mensagem] [link] |
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